SAIBA AS 7 DICAS IMPORTANTÍSSIMAS NA HORA DE TROCAR SUA PRÓTESE DE SILICONE!

Tempo de leitura: 9 minutos

            Quem aí não tem vontade de embelezar as mamas com o uso das próteses de silicone?

            E quem aí também não se pergunta: “Mas, se realizar esse sonho, sempre precisarei me preocupar com o momento da troca delas pelo resto da minha vida”. Não é mesmo?

            Mas, não é bem assim…

            As próteses passaram a ser mais comum a partir dos anos 80, desde as mais discretas dos anos 90 até as mais exageradas nos anos 2000. Mas, elas sempre existiram e garantiram a satisfação de muitas mulheres em relação às próprias mamas.

            E, o momento de trocá-las deve sim fazer parte de nosso pensamento desde quando decidimos coloca-las. Mas, não é nenhum “bicho de sete cabeças”.

            Então, Bóra lá desvendar todos esse mistérios que envolvem esse momento de troca!

 

 

 

  1. HÁ RISCOS SE NÃO TROCAR AS PRÓTESES NO PRAZO?

 

Gente, vamos começar desmistificando uma crença muito importante:

 

NÃO EXISTEM PRÓTESES DEFINITIVAS E QUE NÃO PRECISAM SER TROCADAS!

 

E não sou eu quem afirma isso. São as próprias fábricas que produzem as próteses de silicone.

 

As próteses são constituídas totalmente por Silicone. Possuem silicone na forma mais gelatinosa no interior dos implantes e na forma mais sólida ao redor deles, conhecido como revestimento das próteses. Esses revestimentos podem possuir diversas texturas, como lisas (não mais utilizadas atualmente), texturizadas e poliuretano.

Com os passar dos anos, ocorrem atritos, compressões, deslocamentos, batidas nas mamas. Como ocorre naturalmente com ou sem as próteses. Acontece que o revestimento desses implantes torna-se gradativamente mais finos e gasto aumento o risco de algumas complicações, sendo as mais comuns: CONTRATURAS E RUPTURAS.

 

Por isso, recomendamos:

 

LUZ AMARELA: Após 10 anos de próteses. Exames de imagem como Ultrassom e Ressonância Nuclear Magnética devem ser realizados rotineiramente para verificar a qualidade dos implantes e a saúde das mamas.

LUZ VERMELHA: Após o aniversário de 15 anos desses implantes. A partir daí, é importante se programar para realizar a troca desses implantes para não ser pega de surpresa com uma complicação e precisar realizar essa troca às pressas.

 

Essas complicações citadas não aumentar o risco de câncer ou outra doença de saúde. Mas podem causar dor e endurecimento das mamas gerando muitos incômodos.

 

  1. O QUE É CONTRATURA NA HORA DE TROCAR AS PRÓTESES?

 

Também é conhecida por muitas de vocês como “Rejeição às próteses”.

Toda vez que uma prótese é colocada dentro de nosso organismo, é como se ele fizesse uma acordo com a prótese “Ok, você pode ficar aí, mas desde que fique quietinha dentro de minha proteção”.

Essa “proteção” é um tecido produzido pelo nosso organismo que reveste todo o implante, conhecido como cápsula da prótese.

Na maioria dos casos, a cápsula é produzida normalmente formando um tecido fino de revestimento.

Em algumas pessoas, o organismo não para de produzir essa cápsula a tornando progressivamente mais espessa e dura. Esse caso é conhecido como contratura capsular.

A mama fica sucessivamente mais endurecida, dolorosa e pode até ser descolada para posições mais altas. Nesses casos, as próteses são praticamente “esmagadas” pelas cápsulas.

É mais comum que a contratura esteja localizada em apenas 1 mama, mas ela pode também acometer as 2.

 

As causas mais comuns de contraturas são:

  • Próteses com mais de 10 a 15 anos;
  • Sangramentos durante a cirurgia e nos primeiros dias de próteses (por isso o repouso recomendado é importantíssimo);
  • Próteses com textura lisa (por isso não são mais utilizadas);
  • E, causas ainda não conhecidas.

 

Para tratá-las, recomendamos a troca desses implantes mamários realizados com alguns cuidados a mais:

  • Retirada de toda a cápsula que o organismo produziu na primeira cirurgia;
  • Troca do implante mamário por revestimento de poliuretano que, comprovadamente, possui menos risco de contraturas capsulares;
  • Adição de algumas medicações no pós-operatório que previnem o aparecimento novamente de contraturas.

 

 

 

  1. O QUE É RUPTURA NA HORA DE TROCAR AS PRÓTESES?

 

Lembra que conversamos anteriormente sobre o revestimento das próteses de silicone? É o silicone mais sólido que reveste o silicone mais gelatinoso em seu interior.

 

A ruptura ocorre quando esse revestimento se rompe.

Antigamente, quando esse fato ocorria, era comum o extravasamento de silicone pelos tecidos de nosso organismo. Era uma situação complicada. Tínhamos que levar a paciente com relativa urgência ao centro cirúrgico e realizarmos uma verdadeira limpeza da região.

 

Mas isso não existe mais de 20 anos para cá!

 

No caso de rupturas das próteses mais novas, o silicone não se desloca por aí, ele fica paradinho. Como possui uma consistência mais gelatinosa, ele praticamente fica no mesmo local em que foi colocado.

 

As causas mais comuns de rupturas são próteses com mais de 10 a 15 anos e traumas externos (acidentes, colisões, batidas).

 

As queixas das pacientes são de que as mamas passaram a ficar doloridas e perderam aquela consistência “durinha” que tinham antes. Com o passar dos dias, as cápsulas que revestem as próteses podem começar a se espessar dando origem também às contraturas mamárias.

 

Nesses casos, devemos realizar a troca dos implantes o quanto antes para aliviar os sintomas e devolver a bela estética das mamas.

 

 

  1. QUAL É A ANESTESIA NA HORA DE TROCAR AS PRÓTESES?

 

Na maioria dos casos, a troca dos implantes de silicone é um procedimento mais simples e rápido que a primeira cirurgia para a colocação dos implantes.

 

Quando as cápsulas estão saudável e finas, elas não precisarão ser retiradas e o procedimento é menos doloroso.

Portanto, para esses casos, a anestesia poderá ser local com sedação. Uma medicação é realizada endovenosa para que a paciente durma calma e tranquilamente enquanto a anestesia local e realizada na área das mamas. Logo após o término da cirurgia e colocação do sutiã cirúrgico, a medicação que mantém a paciente dormindo é desligada e ela acordará tranquilamente, aos poucos.

 

Para casos de complicações como contraturas e rupturas, como precisaremos realizar a troca das cápsulas mamárias, optamos, na maioria dos casos, pela anestesia geral para maior conforto da paciente.

 

Para a paciente, tanto a anestesia local com sedação quanto a geral parecerão a mesma coisa, pois em ambas ela permanecerá dormindo tranquila e profundamente durante toda a cirurgia.

 

 

 

  1. POSSO AUMENTAR O VOLUME NA HORA DE TROCAR AS PRÓTESES?

Gente, 10 a 15 anos é muito tempo!

 

Você poderá ter se tornado mãe, ter amamentado, ter mudado de peso e até mesmo ter mudado seu padrão de beleza!

 

É muito comum que as pacientes “aproveitem” a troca de próteses de mamas para mudar mais alguma coisinha em seus corpos. E, a mais comum delas é aumentar o volume das próteses!

 

Mas, diferentemente da primeira cirurgia que você tinha pouca mama e queria apenas aumentá-la, agora a pele já distendeu e o tecido mamário sofreu uma leve compressão.

 

Ou seja…

 

Para conseguirmos um aspecto de aumento de suas mamas, precisaremos pensar em volumes maiores pois iremos acrescentar um volume ao volume das próteses que vocês já tem!

 

Costumo dizer que, para que essa sensação de aumento de volume seja sentida, temos que começar acrescentando pelo menos 100ml ao volume anterior.

Claro que isso é muito específico para cada mulher. Precisamos levar em consideração a característica da pele, do volume anterior, dimensões do tórax, entre outros…

 

 

 

  1. POSSO DIMINUIR VOLUME NA HORA DE TROCAR AS PRÓTESES?

Sim, é possível!

 

Principalmente para aquelas mulheres que foram na moda dos anos 2000 e deram uma bela turbinada nas mamas. E, após os 2010 e a nova tendência de próteses menores as deixaram incomodadas com as próteses menores.

 

Porém, precisamos nos atentar principalmente à pele…

 

Se ela estiver com uma boa consistência e sem sobras, as próteses poderão ser trocadas sem necessidade de cicatrizes adicionais.

 

Mas, se a pele já estiver mostrando sinais de quem não aguentou o peso excessivo e a mama cedeu, precisaremos pensar na possibilidade da mastopexia para retirada do excesso cutâneo.

MASTOPEXIA

 

 

 

  1. POSSO RETIRAR AS PRÓTESES E FICAR SEM SE UM DIA EU QUISER?

 

Sim, é possível!

            É comum que algumas mulheres que chegam aos maravilhosos 70 e 80 anos não desejem mais possuir próteses. Seja porque não se preocupam mais com a estética dessa região do corpo ou seja porque não querem mais se preocupar com a troca dos implantes.

 

Mas, a anatomia das mamas, ao longo dos anos, mudou:

 

  • O tecido mamário sofreu uma leve compressão;
  • A pele sofreu um estiramento;
  • O tórax sofreu também com a compressão das próteses.

 

Portanto, as mamas terão uma aparência menor do que antes de ter colocado as próteses.

 

Para casos em que não há sobra de pele, a simples retirada dos implantes será realizada.

 

Para casos com pele em excesso, precisaremos corrigí-la através de uma mastopexia ou mamoplastia redutora, dependendo da quantidade de tecido mamário e da queixa da paciente.

 

 

 

 

            Viram só?

            Mais simples do que imaginam!

            Mas volto a dizer: 10 a 15 ANOS É MUITO TEMPO!

            CURTAM SEUS IMPLANTES E TODA A SATISFAÇÃO QUE ELES TE PROPORCIONAM!

            Depois, deixem a troca dos implantes com a gente, cirurgiões plásticos, que resolveremos da melhor maneira para que vocês continuem os amando.

                               BEIJOS A TODAS!

 

 

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