TUDO SOBRE A MAMOPLASTIA: A PLÁSTICA QUE REDUZ O VOLUME DAS MAMAS

Tempo de leitura: 7 minutos

   Todo mundo diz: “ Quem não tem quer colocar e que tem quer retirar”.

            Mas é claro!

            Todas nós buscamos não só nos adequarmos aos padrões de beleza de nosso tempo; mas também, entrarmos nos biquínis, nas blusas, escolher os sutiãs e não sermos escolhidas por eles…

            Digo adequação aos padrões de beleza pois eles mudam sim.

            Atualmente, as mulheres consideradas símbolos possuem cinturas mais finas, um abdômen bem definido e negativo, glúteos um harmônico PLUS e mamas variando de tamanhos 44 a 46!

            E quem não há de concordar que seios pequenos são pouco, médios a grandes são bons e extra grandes já são demais e passam a incomodar?

            Então, vamos lá para nosso tema de hoje que se destina àquelas mulheres com mamas G, GG, GGG, extra GG…

 

 

 

            As mamas começam a se desenvolver nas adolescentes mesmo antes da menarca (1ª menstruação). O desenvolvimento dos brotos mamários (primeiros “nódulos” endurecidos localizados abaixo das aréolas a partir do 10 a 12 anos) são os primeiros sinais de que a menina entrou na puberdade e, a partir daí, outras alterações acontecerão em seu corpo.
     Posteriormente, esse broto mamário cresce ocupando não só a região abaixo das aréolas como também a pele envolta. Constituindo, então, o que conhecemos como mamas.

 

            O volume que as mamas irão adquirir depende principalmente da genética de cada um. Podem ser parecidas com as mamas da mãe ou com as mamas das mulheres da família do pai.
            É muito comum eu ouvir no consultório “na minha família todas as mulheres tinham mamas pequenas, só minha filha saiu com as mamas grandes”. Viram só?! É preciso observar também a família do pai.
            As mamas podem sim já se tornar volumosas logo após o início da puberdade. Mas, o mais comum, é que elas adquiram maiores volumes após a gestação e amamentação (muitas vezes não retornando ao volume anterior).
            Outro fator importantíssimo! As mamas são constituídas de 50 a 70% por gordura!!! Ou seja, caso você aumente de peso, suas mamas também poderão aumentar apenas pelo aumento do componente gorduroso.
            Agora, vamos falar um pouco sobre as principais queixas relatadas pelas mulheres que carregam diariamente esse duplo peso localizado na região anterior de seus tórax.

 

 

DORES NAS COSTAS

 

            Imaginem só passar um dia todo com dois sacos de cerca de 1kg cada um dentro do sutiã! Agora, imaginem isso por anos e anos…
            Sim, as costas passam a reclamar!
            As mulheres precisam aumentar a força realizada pela musculatura das costas para conseguirem se manter numa posição ereta.
            Só de pensar, nossas costas doem.

 

 

 

FURINHOS NOS OMBROS

            Em algumas mulheres, chegam a ser verdadeiras depressões!
            Com o passar dos anos, o peso excessivo carregado pelos sutiãs faz com que ocorra uma compressão dos tecidos localizados nos ombros, locais em que as alças dos sutiãs ficam apoiadas.
            Não são as principais queixas das pacientes com mamas volumosas. Mas, passarão a ser após a cirurgia. Quando a mama tiver adquirido um volume desejado e essas marcas nos ombros ficarem sempre lembrando de quando os seios não eram tão lindos assim.
            Mas há solução!

 

            Geralmente, durante a cirurgia, uma pequena quantidade de gordura poderá ser introduzida nessa região que ficou “afundada” a deixando uniforme novamente.

 

 

Pronto, agora vamos falar um pouco mais sobre a cirurgia propriamente dita!

 

 

  1. COMO É REALIZADA A MAMOPLASTIA REDUTORA?

 

            Ela tem 3 objetivos básicos:

  • Retirar o tecido mamário excessivo:

  • Reposicionar o tecido restante;

  • Elevar (e muitas vezes reduzir) as aréolas.

 

 

            Dependendo de cada caso, há técnicas cirúrgicas específicas que poderão resultar diferentes tipos de cicatrizes.
            Todo o tecido mamário que for retirado será pesado e encaminhado para análise.
            Calma! Não quer dizer que encontramos alguma alteração nas suas mamas. Mas, devido ao índice aumentado de câncer de mama atualmente, não poderemos perder a oportunidade de estudarmos melhor seu tecido mamário. É um cuidado a mais com a sua saúde.

 

 

 

  1. QUAL O TIPO DE ANESTESIA?

 

            Para mamas de tamanho moderado, poderemos utilizar a anestesia local com sedação. A paciente permanece dormindo calma e tranquilamente enquanto anestesiamos a área a ser operada e realizamos toda a cirurgia. A medicação que mantem a paciente dormindo apenas será desligada após o término da cirurgia e colocação do sutiã cirúrgico específico. Portanto, não se preocupem! Ninguém irá acordar antes da hora.
            Para mamas de volumes grandes, optamos pela anestesia geral. Apesar do medo de muitas pacientes com relação à essa anestesia, não é preciso preocupação. A anestesia geral é estatisticamente considerada a anestesia mais segura.

 

 

 

  1. QUAIS AS CICATRIZES

 

            Como dissemos, para essa cirurgia são necessários:
  • Retirar o tecido mamário excessivo:
  • Reposicionar o tecido restante;
  • Elevar (e muitas vezes reduzir) as aréolas.
            Por isso, há a necessidade de uma cicatriz circular localizada ao redor das aréolas, chamada periareolar, para que possamos reduzí-la e elevá-la.

            Além dessa cicatriz, há a possibilidade de 2 outros tipos:

CICATRIZ EM L

            Para mamas de moderado volume e com grande componente nas laterais.

CICATRIZ EM T invertido

            É a escolhida para a maioria dos casos.

            Ótima opção para pacientes com grandes tecidos mamários.

 

            As cicatrizes serão maiores quanto maiores forem as mamas.
            Talvez, vocês se incomodem com elas no início. Mas CALMA! Pois elas passam por fases:

  • Primeiras semanas: As cicatrizes estarão mais evidentes e um pouco inchadas. Poderão estar mais duras e até um pouco elevadas.

  • Primeiros 6 meses: As cicatrizes estarão mais planas. Porém, é muito comum apresentarem-se mais avermelhadas ou acastanhadas. Essa coloração é devido aos vasos sanguíneos que migram para a região para ajudarem na cicatrização.

  • Após 12 a 18 meses: agora sim! Essa é a cicatriz final. Em muitos locais, principalmente nas laterais das mamas, vocês nem irão mais conseguir ver os limites da cicatriz. Ela já estará bem clarinha e fininha se você tiver tendência a uma boa cicatrização. Se não tiver, alguns cuidados a mais poderão ser necessários.

     

 

  1. VOLUMES FINAIS

            Dependerá muito de uma longa conversa entre você e seu cirurgião plástico. Na verdade, diversos volumes poderão ser obtidos com a mamoplastia redutora; mas, eles são mesmo os ideais para você?
            Por isso, precisaremos levar em consideração alguns fatores:
  • Se houver diferença de volumes entre suas mamas, precisaremos nos basear no volume almejado para sua mama menor. Pois, assim, sabemos ser possível chegarmos à simetrização das mamas reduzindo um pouco mais a mama maior;
  • Dimensões do tórax: tórax mais estreitos e curtos combinam com mamas número 42 a 44; tórax mais longos e largos combinam mais com mamas 44 a 46.
  • Características de sua pele: se sua pele possui estrias e tendências à flacidez; não adianta em nada mantermos sua mama grande. Sua pele não suportará o peso excessivo mais uma vez! Portanto, nesses casos, menos é mais!
  • Características da glândula mamária: a mesma coisa! Mamas mais “durinhas” com relativo aumento de componente glandular, tendem a se manter na posição da cirurgia por mais tempo. Mamas mais flácidas, com aumento do componente gorduroso, não conseguem se manter grandes e belas por muito tempo. Então, é preciso desapegar das “mamonas” para garantir o resultado de sua cirurgia.

 

 

 

 

                        É isso aí, meninas! Deixem aqui suas dúvidas e os temas que gostariam que escrevêssemos!

                                     Obrigada!

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