VOCÊ PRECISA SABER TUDO SOBRE A DIÁSTASE ABDOMINAL PÓS PARTO

Tempo de leitura: 7 minutos

    O que Bárbara Borges, Sandy e Giovanna Antonelli tem em comum?

 

         Elas são algumas das poucas famosas que confessaram que após a gestação passaram a ter a famosa diástase abdominal.
       Mas, a verdade mesmo, é que a diástase após o parto é muito mais comum do que você imagina e pode acometer mais de 60% das mulheres após o parto.
        Então, se você voltou ao corpinho que tinha antes da gravidez após o nascimento de seu filho, PARABÉNS! Pois isso é quase raro!
        Mas, se você é como a maioria de nós e gostaria de entender mais sobre a mudança que ocorreu no seu corpo após a gestação, leia todo nosso texto!
                                        Vamos lá!!

 

 

 

 

O QUE É A DIÁSTASE ABDOMINAL?

 

Você não se cansa de olhar para o berço e se apaixonar ainda mais por aquele bebezinho lindo que, há pouco, saiu de dentro de você. É realmente um milagre da vida e deve ser curtido intensamente.

 

Mas… Ao se olhar no espelho, uma tristeza aparece por não se reconhecer mais. A cinturinha foi embora e uma barriguinha de gravida de 3 meses ficou no lugar.

 

Esse é o resultado da chamada Diástase Abdominal.

 

Mulheres que nunca tiveram filhos apresentam a musculatura reto-abdominal fechadinha. Esse músculo é constituído por 2 grupos musculares verticais, que vão desde as costelas até o púbis. Entre os músculos, há uma linha constituída basicamente por colágeno, chamada “Linha Alba”. Durante a gravidez, essa linha pode se tornar escura, quando passamos a chama-la “Linha Nigra”.

 

A partir do segundo mês, a Linha entre os músculos se abre para acomodar o crescimento do útero. Mas ela passa a se afastar ainda mais nos três últimos meses da gestação.

Após o nascimento do bebê, a diástase estará presente em todas as mulheres. No entanto, até 45 dias após o parto, ela poderá se fechar completamente e o corpinho de antes retornar.

 

Mas, caso ela fique com um espaço entre as bordas desse musculo de 3 cm ou mais, consideraremos que é um caso de Diástase Abdominal.

 

 

 

 

 

O QUE A DIÁSTASE ABDOMINAL PODE CAUSAR?

 

A diástase é um evento fisiológico, ela serve para que o bebê possa crescer com toda a saúde e segurança sem compressões. Para isso, nosso organismo disponibiliza um espacinho a mais para proteger a criança.

 

 

Mulheres que ficaram com diástase abdominal pós-parto se queixam principalmente de:

 

  • Desaparecimento da cinturinha que existia antes da gravidez;

 

  • Barriguinha projetada para frente, como se sempre estivesse gravida de 3 ou 4 meses;

 

  • Dificuldade de manter a postura das costas ereta;

 

  • Uma “bolinha” na região do umbigo conhecida como hérnia umbilical.

 

 

 

Esse afastamento entre as bordas musculares é o responsável por todas essas queixas. Ele aumenta a distância lateral do abdômen, o que justifica o desaparecimento da cintura. Essa abertura da diástase não é constituída por musculatura, mas sim por um tecido bem mais frouxo. Por isso, mesmo em musculaturas bem fortalecidas, um abaulamento na região central do abdômen poderá ser constante (é a falsa barriguinha de grávida).

 

 

A musculatura abdominal é importantíssima também para manter a posição das costas ereta. É bem mais fácil manter uma boa postura quando a musculatura abdominal esta fechada e fortalecida. Caso ela esteja aberta, há pouca sustentação para as costas e a postura desaba! Mais um fator que ajuda na “falsa barriguinha de grávida”.

 

Quando a musculatura está afastada, principalmente na região do umbigo, um pequeno buraco poderá aparecer nessa região e permitir a passagem de gordura intra-abdominal ou até mesmo de uma parte do intestino por ele. É a chamada Hérnia Umbilical! Nesses casos, uma bolinha será visível nessa região e poderá aumentar durante a realização de esforços.

 

 

 

 

COMO SABER SE TENHO DIÁSTASE ABDOMINAL?

 

O ideal é procurar por um médico, de preferência o seu ginecologista ou um cirurgião plástico. Ele poderá examiná-la e diagnosticar ou não a presença da diástase. Em alguns casos, também poderá solicitar exames como a ultrassonografia de parede abdominal para mensurar esse afastamento entre a musculatura e, até mesmo, a presença de hérnias.

 

Mas, você mesma poderá também ter uma ideia sobre o seu caso.

 

Deitada, com as pernas dobradas, poderá palpar a região central de seu abdômen. E, então, realizar uma força com a musculatura abdominal como se fosse se sentar. Assim, se aparecer uma distância entre a musculatura de mais de 3cm, provavelmente você tem a famosa diástase.

 

 

 

COMO PREVENIR A DIÁSTASE ABDOMINAL?

 

 

E como queríamos uma dica assim: É só não engordar mais de 20kg na gravidez que não haverá chances para a diátese! Não é mesmo?

 

Mas, infelizmente, não é bem assim….

 

 

Claro que existem algumas dicas que podem sim ajudar:

 

  • Não aumentar mais de 13kg na gestação;
  • Pacientes que realizavam atividades físicas e tinham a musculatura abdominal fortalecida antes da gravidez tem menos chances e diástases;
  • Atividades físicas durante a gestação;
  • Retornar ao peso de antes até após 6 meses do parto;
  • Retorno precoce às atividades físicas (assim que o médico obstetra liberar), principalmente com musculação abdominal.

 

 

 

Mas, existem algumas causas de diástase que não dependem só de você:

 

 

  • Bebes que nasceram com mais de 3,5kg;
  • Diástases que já existiam antes da gravidez (sim, existem mulheres que nunca engravidaram e possuem diástases!);
  • Genética;

 

 

 

 

 

COMO TRATAR A DIÁSTASE ABDOMINAL?

 

Primeiro, nada de desespero! Realize atividades físicas e volte ao seu peso assim que conseguir. Se após pelo menos 4 a 6 meses a diástase não se resolver sozinha e estiver te incomodando, aí sim procure por um cirurgião plástico.

    

 

O tratamento da diástase é realizado basicamente pelo fechamento da musculatura que se abriu através de fios cirúrgicos específicos.

 

Há 3 tipos de cirurgias plásticas capazes de solucionar a diástase:

 

  • ABDOMINOPLASTIA:

É indicada para mulheres que, além da diástase, também apresentam estrias e sobra de pele suficientes para essa cirurgia. A pele será descolada até a região próxima as costelas, assim, o cirurgião plástico terá acesso à musculatura reto-abdominal e realizará seu fechamento. Toda a pele localizada entre o umbigo e o púbis poderá ser eliminada tratando a sobra de pele e a flacidez. Uma cicatriz horizontal, na altura das cicatrizes de cesarianas, será necessária para essa cirurgia.

 

 

 

  • MINIABDOMINOPLASTIA:

 

É indicada para mulheres que apresentam diástase e uma leve sobra de pele, não suficiente para a realização da abdominoplastia clássica. Nesse caso, o cirurgião também irá descolar a pele até próximo à região da costela para o fechamento de toda a musculatura. Mas, uma pequena quantidade de pele será removida com essa técnica. A cicatriz resultante é menor que a da abdominoplastia e não será necessária uma cicatriz na região do umbigo.

 

 

 

  • TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA A DIÁSTASE ABDOMINAL:

 

É assim chamada a cirurgia que tem como objetivo apenas a correção da diástase. É indicada para mulheres que não possuem nenhuma sobra de pele, apenas mesmo a diástase.

A cicatriz resultante será ainda menor, mas longa o necessário para permitir o acesso do cirurgião à toda a musculatura e realizar o seu fechamento com fios cirúrgicos específicos.

 

 

Em todos esses casos, a hérnia umbilical poderá ser tratada ao mesmo tempo que a diástase, se ela estiver presente.

 

 

 

    ESPERO TER ESCLARECIDO AS PRINCIPAIS DÚVIDAS DE VOCÊS SOBRE AS DIÁSTASES!

 

       Ficam aqui mais alguns links de posts relacionados a este assunto e que podem te interessar.

                Beijos!

 

 

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